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    24 jan 2019

    2019 tem tudo para ser o segundo melhor ano de sempre

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2019 tem tudo para ser o segundo melhor ano de sempre
No sector imobiliário...
O investimento em imobiliário deverá ultrapassar os mil milhões de euros no primeiro semestre.

Depois de 2018 ter sido o ano de todos os recordes na venda de imóveis, 2019 vai morder-lhe os calcanhares. E só não ultrapassa os máximos históricos porque não há oferta que chegue.

Segundo a análise da consultora CBRE às tendências do mercado para 2019, o ano que ainda agora começou tem condições para ser o segundo melhor de sempre. Até ao final de junho, as vendas deverão chegar aos mil milhões de euros, estima a consultora. No final de 2019 o valor deverá oscilar entre os dois mil e os 2,5 mil milhões de euros.

Em 2018, o imobiliário de rendimento tocou na marca dos 3,5 mil milhões de euros, mais 54% do que no ano anterior. A média dos últimos 15 anos foi de 1,1 mil milhões de euros.

Olhando para o que já foi vendido, no início do ano, ao que já está em comercialização e aquilo que sabemos que está em off market, é fácil que no final do primeiro semestre o volume de investimento chegue ou passe os mil milhões de euros, o que faria deste um ano melhor do que 2018. A única razão pela qual 2019 não vai ser recorde é que, apesar de haver promoção já bastante forte de produto core, esse produto só vai ser vendido em 2020 ou 2021.

De acordo com as previsões da CBRE, em 2019 o setor “estrela” do investimento será a hotelaria, onde já há várias operações superiores a 100 milhões de euros no mercado, uma delas muito acima dos 100 milhões.  A CBRE prevê também que 2019 ainda não vai ser o ano do setor alternativo, apesar de todos os produtos que já estão em marcha, como residências de estudantes, hospitais e setor residencial para arrendamento.

Num inquérito feito pela consultora a investidores, 38% revelou ter interesse em investir na promoção imobiliária, quando “há cerca de 5 anos nem olhariam para o mercado de desenvolvimento”. Menos animadores são os números do investimento made in Portugal, que em 2018 se manteve “muito abaixo” do nível de 2007, ano em que se registou o último pico do mercado. Nesse ano, o investimento português em imobiliário era mais de 50% do total. Em 2018 o valor fixou-se pelos 9% do total investido, tendo havido inclusive uma quebra face a 2017, quando os investidores nacionais representaram 23% do todo.

A CBRE estima que o recém aprovado regime das Sociedades de Investimento e Gestão Imobiliária (SIGI), conhecidos lá fora como REITs, vão dar um novo impulso ao investimento doméstico, mas só se começará a notar em 2020. Já as taxas de rentabilidade do investimento em imobiliário devem manter-se estáveis, diz a CBRE. Os escritórios e comércio de rua prime devem continuar a render cerca de 4,5%, pouco menos que os centros comerciais (4,75%).
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