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    06 set 2018

    Imobiliário nacional visto à lupa

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Imobiliário nacional visto à lupa
O que motiva a subida e como vão evoluir os preços...
O mercado imobiliário português - devido à escalada de preços e à dificuldade crescente das famílias adquirirem um imóvel para viver - precisa de ser monitorizado, mas ainda não há uma bolha imobiliária. Em causa está uma correção de valorizações baixas no passado, que não indicia a acumulação de desequilíbrios, provocada pelo boom do turismo e o investimento estrangeiro.

Os preços das casas aumentaram 12,2% no primeiro trimestre deste ano, em termos homólogos, acelerando face aos 9,2% em 2017, segundo a Comissão Europeia (CE), destacando que as transações cresceram 15,7% em volume e 25,7% em termos de valor.

Afinal o que provoca a subida de preços?

A indústria do turismo e o investimento dos estrangeiros está a puxar pelos preços, em particular nas cidades de Lisboa e Porto onde a subida dos preços está bem acima da média.

O rápido aumento da utilização de plataformas de arrendamento de curta duração [como o Airbnb] e a expansão das rotas das companhias aéreas low cost, que estão na base deste fenómeno de crescimento do turismo está a puxar pelos preços não só nas zonas mais turísticas, mas também nos bairros residenciais, com impacto na capacidade de as famílias comprarem casa, particularmente as que têm menores rendimentos.

Cerca de 12% do stock habitacional esteja subutilizado devido a vários factores, desde necessidades de reabilitação, disparidades ao nível das rendas praticadas ou falhas de mercado.

A subida dos preços das casas vai, gradualmente, abrandar a médio prazo, graças aos sinais de dinamismo que o setor da construção começa a mostrar, com novos projetos imobiliários a florescer, seja de obra nova ou reabilitação.

A recuperação da construção deverá adicionar oferta no mercado imobiliário, mas essa só será visível em 2019 já que muitos dos projetos ainda estão em carteira e não terão impacto imediato no mercado.

Enquanto não chegam mais casas ao mercado, o preço dos imóveis deverá superar, novamente, o teto de 6% acima da inflação. Será o terceiro ano consecutivo em que supera esse teto.
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